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Metodologia

Registramos crença como crença e fato como fato, e nunca trocamos os dois de lugar. É a regra que organiza cada verbete deste dicionário.

De onde vem a informação

Há duas naturezas de informação aqui, e elas são tratadas de maneiras diferentes.

O que é coletado e o que é derivado

Este site não coleta nada em tempo real. Não há raspagem, não há integração com fonte externa, não há resultado de sorteio, não há cotação, não há número que mude de um dia para o outro. Tudo o que está publicado aqui é texto escrito uma vez e revisado, mais a tabela de 25 grupos derivada do módulo de domínio. É por isso que a data de atualização do rodapé se refere à publicação do conjunto, e não a uma coleta automática.

Crença registrada e afirmação de fato

Boa parte do que existe num dicionário de sonhos é crença popular. Registramos essas crenças porque elas são cultura viva e porque é assim que as pessoas efetivamente interpretam os próprios sonhos. Mas registrar não é endossar. Quando uma crença aparece aqui — dente caindo e família, borboleta preta e má notícia, peixe e gravidez — ela vem identificada como crença, com a origem quando é rastreável, e com a observação de que não há relação verificável com acontecimentos.

O que é um verbete daqui

Cada verbete é escrito individualmente, do começo ao fim. Não existe modelo com a palavra trocada: o texto de cobra não vira o texto de rato mudando o nome do bicho. É por isso que este dicionário tem 43 verbetes, e não trezentos. Sonho sem conteúdo próprio para escrever não vira página.

A correspondência com a tabela tradicional

Quando o assunto do sonho é um dos animais da tabela tradicional do jogo do bicho, o verbete documenta essa correspondência. Isso é registro cultural: os livros dos sonhos e a tradição oral fazem essa associação há mais de um século, e omiti-la seria omitir parte da cultura que o site existe para descrever.

A documentação segue três regras fixas. Primeira: o número do grupo nunca é digitado por nós — nós escrevemos o nome do animal, que é o fato cultural, e o número vem do módulo de domínio. Segunda: se o animal do sonho não está entre os 25 da tabela — aranha, rato, barata, escorpião —, o verbete simplesmente não tem bloco de correspondência, porque inventar uma seria inventar dado. Terceira: onde há correspondência, há sempre, no corpo da página, a frase O sorteio é aleatório e independente: nenhum sonho, símbolo ou interpretação torna um número mais provável do que outro.

Também não publicamos as dezenas de cada grupo dentro dos verbetes de sonho. A associação documentada pela tradição é entre o animal e o grupo; o resto é tabela de consulta e fica onde deve ficar, numa referência de tabela.

O que o site não publica, e por quê

Regra de admissão de página

Página sem conteúdo suficiente não é publicada, e o que não é publicado não entra no sitemap. Página de letra só existe com pelo menos 5 verbetes escritos; hoje isso vale para A, B, C, P. As demais letras aparecem no índice A–Z e nada mais. O gerador falha e não publica nada se encontrar link interno morto, verbete com bloco vazio, animal que não existe na tabela ou verbete relacionado inexistente — é preferível não publicar a publicar quebrado.

Como escrevemos a leitura cultural

Cada verbete tem uma seção de leitura cultural que tenta responder de onde vem a interpretação: provérbio que a língua já entregou pronto, prática religiosa, memória rural, medo urbano, história que circula em família. Quando uma crença carrega julgamento embutido — como o peso negativo dado à cor preta em vários verbetes — dizemos isso, em vez de repetir o julgamento como se fosse observação.

Erros

Dicionário de cultura oral erra, e erra por natureza: a versão que vale em Pernambuco não é a que vale no Rio Grande do Sul. Quando um erro é apontado e confirmado, ele é corrigido e registrado na página de correções.